“A gente se afastou. A gente não, foi você quem se afastou. Estava tudo normal, quando derrepente percebi que as nossas conversas já não eram as mesmas, e que a confiança tinha diminuído drasticamente. Percebi que você não me contava todos os detalhes do seu dia, como antes, nem perguntava sobre o meu. Notei que você já não sabia mais quando o meu “estou bem” não era verdadeiro, ou fingia não saber, não importa. Então descobri que você não me contava mais praticamente nada - nem das suas novas namoradinhas, nem quanto tirou na prova de química, nem mesmo me contou, que não se importava mais comigo, até hoje. Mas certas coisas nem é necessário falar, a gente percebe direitinho quando uma pessoa simplesmente não se importa mais. Só que não entendemos o porquê. Mas agora eu já não sinto mais sua falta como antes - não nego que foi difícil - mas aos poucos, creio que estou conseguindo superar o fato de não ter você mais ao meu lado todos os dias, para confiar. Peço-lhe que não me procure, não agora, não depois de eu ter começado a tentar te esquecer. Nem depois de ter lido esse texto, se é que te mostrarei. Apenas quero te dizer que você faz uma falta danada, e que sinto muitas saudades de quem você era antes, não de quem você se transformou.
“Como você pode chamar isso de amor, quando você chora mais do que sorri?